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Postado em por Teresa Cristina com Agência Brasil em PodcastsSaúde

Operação Esculápio: Alagoas é alvo de ação da Polícia Federal

Esquema de falsificação de diplomas de Medicina foi descoberto pela PF

Por Teresa Cristina com Agência Brasil

Alagoas foi um dos alvos da Operação Esculápio, deflagrada nesta sexta-feira (18) pela Polícia Federal. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em 15 estados e teve como objetivo desbaratar um esquema de fraude na emissão de diplomas falsos de Medicina. Os documentos eram revalidados para o exercício ilegal da profissão no País.

De acordo com o delegado Adriano Moreira, uma equipe da Polícia Federal foi ao município de Arapiraca para cumprir uma determinação judicial. Ao chegar ao endereço indicado, o alvo do mandado não foi encontrado.

“A pessoa não morava mais naquele endereço. O objetivo era apreender diplomas falsos. Não podemos revelar detalhes sobre quem seria essa pessoa, já que a operação está centralizada no estado de Mato Grosso”, explicou Moreira à reportagem do CadaMinuto.

A operação

Para a Operação Esculápio (nome dado em referência ao deus da medicina e da cura na mitologia greco-romana), foram expedidos 41 mandados de busca e apreensão pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal em Mato Grosso. Os estados do Mato Grosso, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo foram alvos da ação.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início depois que a Universidade Federal de Mato Grosso entrou em contato com universidades bolivianas (Universidad Nacional Ecológica, Universidad Técnico Privada Cosmos e Universidad Mayor de San Simon), que confirmaram que entre os inscritos no programa de revalidação, 41 nunca foram alunos ou não concluíram a graduação nessas instituições.

Na análise dos documentos, a Polícia Federal constatou que desses 41 inscritos, 29 foram representados por advogados ou despachantes que fizeram a inscrição dos supostos médicos. Ainda de acordo com a PF, os acusados vão ser intimados a prestar esclarecimentos e poderão ser responsabilizados pelos crimes de uso de documento falso e falsidade ideológica.

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